sexta-feira, 11 de março de 2011
Partejar
Indicações de Cesária

Bom, essa lista não foi feita por mim e sim pela Dra. Melania Amorim cuja a quantidade de titulações me fogem a mente, uma pessoa admirável no mundo da obstetrícia, que admiro muito e com muita sorte será minha ajudante na hora de parir meu amor que cresce aqui em meu ventre.
2) Descolamento prematuro da placenta com feto vivo;
3) Placenta prévia parcial ou total;
4) Apresentação córmica (situação transversa);
5) Ruptura de vasa praevia;
6) Herpes genital com lesão ativa.
2) Sofrimento fetal agudo (o termo mais correto atualmente é "freqüência cardíaca fetal não-tranqüilizadora", exatamente para evitar diagnósticos equivocados baseados tão-somente em padrões anômalos de freqüência cardíaca fetal);
3) Parada de progressão.
2) Mais de uma cesárea anterior;
3) HIV-AIDS.
1) Circular de cordão;
2) Oligo-hidrâmnio;
3) Polidrâmnio;
4) Gestação prolongada (42 semanas ou mais);
5) Parto prematuro (abaixo de 37 semanas);
6) Macrossomia fetal (salvo, excepcionalmente, filhos de mães diabéticas com mais de 4,5kg);
7) Restrição do crescimento fetal;
8) Pressão alta;
9) Pressão baixa;
10) Cesárea anterior;
11) Adolescência;
12) Idade igual ou superior a 35 anos;
13) Primiparidade;
14) Multiparidade;
15) HPV ou condiloma sem provocar obstrução do canal de parto;
16) Mioma que não funciona como tumor prévio;
17) Gestante baixa demais ou magra demais;
18) Obesidade materna;
19) Bacia estreita sem a prova de trabalho de parto;
20) Parto ou período expulsivo prolongado sem sinais de comprometimento materno ou fetal.
Parto humanizado ou natural
A maioria das pessoas que me conhecem sabem o quanto que eu defendo o parto humanizado e o quanto eu critico a cesária eletiva. Faz anos que estudo a humanização do parto, já estive por um triz de fazer o curso de doula em São Paulo, já estava tudo certo mas infelizmente não deu.
Antes de colocar minhas fervorosas concepções sobre o tema, vou fazer uma breve introdução do que seria o parto humanizado.

"A humanização do parto não significa mais uma nova técnica ou mais conhecimento, mas, sim, o respeito à fisiologia do parto e à mulher.
Muitos hospitais e serviços médicos ignoram as regulamentações exigidas pela Organização Mundial de Saúde e Ministério da Saúde, seja por querer todo o controle da situação do parto, por conveniência dos hospitais em desocupar leitos mais rápido ou por comodidade de médicos e mulheres em que no mundo atual não se pode perder muito tempo.
Mas a ciência vem comprovando que o excesso de intervenções tecnológicas durante o parto pode não ser tão seguro em partos de baixo risco.
Já se provou que as parteiras são mais seguras que os médicos nos nascimentos de baixo risco, e que neste mesmo nascimento de baixo risco o parto domiciliar ou em Casas de Parto são tão seguros quanto os realizados nos hospitais e maternidades, com a vantagem de não realizarem tantas intervenções, pois o parto é mais natural.
O acompanhamento familiar deixa a parturiente mais tranqüila, tornando o parto mais seguro, ao constatar que a equipe especializada dos hospitais não consegue oferecer o suporte emocional que a parturiente necessita.
A posição deitada substituiu o parto vertical para melhor controle médico, mas a posição vertical é mais segura tanto para a mamãe quanto para o bebê, além de ser mais rápida. A presença do bebê junto à mãe após o parto é tão ou mais importante para o vínculo afetivo dos dois do que os exames realizados no bebê depois do parto e longe da mãe.
Mais do que após o parto, a presença do bebê junto à genitora no quarto é fundamental para o conhecimento de ambos, maior vínculo afetivo e amamentação prolongada. O leite artificial substituiu o leite materno e está provado que o aleitamento materno é superior nas suas qualidades.
Humanizar o parto é dar liberdade às escolhas da mulher, prestar um atendimento focado em suas necessidades, e não em crenças e mitos. O médico deve mostrar todas as opções que a mulher tem de escolha baseado na história do pré-natal e desenvolvimento fetal e acompanhar essas escolhas, intervindo o menos possível.
É a mulher que deve escolher onde ter o bebê, qual acompanhante quer ao seu lado na hora do trabalho de parto e no parto, liberdade de movimentação antes do parto e em que posição é melhor na hora do nascimento, direito de ser bem atendida e amamentar na primeira meia hora de vida do bebê. Para isso, é fundamental o pré-natal.
A dor é entendida como uma função fisiológica normal que pode ser aliviada com métodos não-farmacológicos amplamente embasados, mas não quer dizer que a mulher não tenha a escolha de optar pelo uso de analgesia.
Isso não significa que o parto cesárea ou com intervenção médica não possa ser humanizado. O parto cesárea existe para salvar vidas, mas não deve ser a grande maioria dos partos como acontece hoje e sim como em último caso. Isso também deveria acontecer com as intervenções médicas que somente devem ser aplicadas quando necessárias ou quando de escolha da mulher se bem orientada quanto a essas intervenções.
O Parto Humanizado significa direcionar toda atenção às necessidades da mulher e dar-lhe o controle da situação na hora do nascimento, mostrando as opções de escolha baseados na ciência e nos direitos que tem.
(fonte: http://guiadobebe.uol.com.br/parto/parto_humanizado.htm)
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Você, mulher, é perfeita para parir, só precisa acreditar nisso.
Quantos bebês você foi visitar que foram nascidos de parto normal (não estou dizendo nem sequer parto humanizado) no setor privado de saúde? Sinceramente, eu não visitei NENHUM ou soube de nenhum bebê próximo que tenha sido parido de fato (cesária é uma cirurgia de extração do bebê não um parto de fato), por acaso você acha que essas mulheres não puderam parir por reais necessidades de uma cesária? Pense um pouco! A grande maioria foi enganada por seus médicos, que disseram ter tentado de “tudo” mas que a única salvação é a cesária. E se foi opção previamente agendada da mãe, ai me recuso a discutir, é sorrir e acenar.
Não me ponho aqui como opositora da cesária, de forma alguma, ela existe para que vidas sejam salvas, porém é um procedimento cirúrgico, com riscos e muitas consequências, mas virou “inevitável” nos partos particulares de nosso país. Por acaso nossas mulheres tem pré disposição a não poderem parir seus filhos? Acredito que não.
Vou ficando por aqui, porque esse assunto realmente me deixa revoltada.
Só para constar, é óbvio que se for preciso fazer uma cesária para que meu filho venha ao mundo eu farei, porém estou ciente que isso acontecerá se realmente for necessário, não serei vítima dos “mitos” e falácias médicas, meus olhos estão bem abertos.
E só mais um ponto, se não tem jeito, se você vai fazer cesária de todo jeito, pelo menos espere a hora certa, não agende previamente, deixe seu filho “mostrar” que está pronto para vir ao mundo, pelo menos isso. [salvo raríssimas exceções, numa gravidez de alto risco é que a cesária previamente agendada se faz necessário]
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Enjôos
Li que 80% das grávidas sentem enjôos, os tão famosos! Não tem muito o que evitar que eles venham, mas tem algumas dicas de como tentar amenizar esse incômodo:Bom, essa semana, com 9 semanas e meia (segundo a DUM, eu vou sempre fazer a contagem das semanas segundo a DUM, ok?) começaram os tão falados enjoos, eu já estava soltando fogos e fazendo festa pensando que eu tinha sido A escolhida porque até então não estava sentindo NADA, absolutamente NADA além de muito sono.
Mas eles chegaram, demoraram mas chegaram e vieram com tudo. Mas ao contrário da maioria das mamães meus enjoos são noturnos, começam no finzinho da tarde e se extendem até a hora de dormir, é uma tortura. Eu fico com fome mas não posso pensar ou sentir cheiro de comida que eu começo a enjoar. Não vomitei, nem buxuda eu vomito, às vezes queria pra aliviar um pouco, mas como disse meu marido, não é enjoo de quem comeu algo estragado, se colocar pra fora talvez não adiante =( Bom, resta esperar...
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Frase da titia Chris "eu já vi pessoas passarem mal com uma feijoada, mas um feijãozinho fazer isso tudo? Como pode?" kkkkkkkkkkk... eu ri tanto!
Amor a primeira vista (na verdade à primeira descoberta)

Tanta coisa pra comentar nesse blog, então vamos por partes.
Fiz minha transvaginal com 8 semanas e 3 dias, confesso que passei duas noites sem dormir direito, afinal eu já tinha lido tantas coisas que eu começava a ter pesadelos, fiquei a manhã inteira tensa. Sorte a minha que o marido estava lá comigo, me apoiando, me dando aquela força e fazendo piadas pra me deixar mais leve =) Bom eu nunca tinha feito uma transvaginal antes mas imaginava mais ou menos como era, perguntei todos os detalhes a mainha.
Cheguei no consultório pontualmente, nem um minuto a mais nem a menos, e a atendente diz “veio confirmar a gravidez?”, porque danado ela disse aquela frase? Pra mim a gravidez já estava mais do que confirmada, afinal foram DOIS betas, porque aquela frase? Só mais um motivo pra me deixar ainda mais encasquetada.
Esperamos cerca de 1 hora, isso porque era hora marcada hein? Imagine se fosse ordem de chegada, entrei com Davi na sala, o médico muito simpático disse que primeiro faria uma ultra só pra confirmar a gravidez (humpf ¬¬) e que depois ele faria a transvaginal.
Lá vai, passou aquela meleca na barriga, e encostou aquele trequinho na barriga, eu com os olhos grudados na tele, quando eu VI que não estava a mesma coisa, e ele disse, “pronto gravidez confirmada, vá ao banheiro, faça xixi e volte para fazermos a ultra”, ele se retirou da salinha por uns minutos e eu só fiz abraçar meu marido, a partir dali eu só queria saber como meu feijãozinho estava.
Fiz o xixi, voltei e ele foi explicar todo o procedimento da transvaginal, o que achei ótimo, então lá vai, eu não estava nem ai pra saber se um cara estava enfiando um troço na minha vagina, queria mais era ver meu filho, até que... eu VI meu embriãozinho, o saco gestacional, tudo no seu devido lugar, nossa que emoção, dai o médico pausou a imagem e foi explicar direitinho, voltou ao exame, e... ele liga o som, e... coraçãozinho batendo com tudo, meu Deus, que emoção inexplicável, comecei a chorar, meu marido apertou bem for a minha mão e o médico disse que ia nos deixar uns minutos a sós, pra que? Nos abraçamos forte, olhando pra aquela imagem mais linda do mundo, nosso serzinho, nossa simbiose, nosso amor ali crecendo saudavelmente e no seu tempo dentro de mim. Não há palavras nesse mundo que possa explicar essa sensação. Saimos de lá nas nuvens. Foi emocionante!
Ah, pela transvaginal estava com 6 semanas e 3 dias, ou seja, 2 semanas antes, o que é o esperado, visto que o tempo de gravidez se conta a partir da última menstruação e não da fecundação em si.
sábado, 12 de fevereiro de 2011
O que um bebê precisa mesmo é do colo quentinho de seus pais
http://www.instinctiveparenting
Tradução: Mariana Mesquita / Sling Casulinho
http://www.casulinho.com.br
quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011
Como o papai soube de tudo

Bom, a sorte é que o futuro papai é um
pouco desligado porque se não minha surpresa iria por água abaixo. Disse a ele que não queria que ele me acompanhasse no exame porque se fosse positivo eu queria fazer uma surpresa, ele disse que eu nunca conseguiria fazer porque qualquer coisa eu ligo pra contar, mas consegui.
Assim que recebi o resultado fiquei me controlando para não ligar pra ele. Depois de muito chororo, fui com May na San Remo Baby (loja especializada em artigos para bebês aqui em João Pessoa) e pedi um sapatinho, a mulher perguntou o sexo e eu disse que não sabia, minha amiga foi logo se encarregando em contar que eu tinha acabado de saber que estava grávida, foi uma festa, todo mundo de chamando de mamãe na loja e me dando os parabéns, só faltei ca
ir no choro novamente.
Bom, sapatinhos de lã comprados fomos pra um shopping daqui comprar uma caixinha para presente. Minha amiga me deixou em casa e assim que estava abrindo o portão para entrar no prédio vi um carro de um amigo nosso deixando meu marido em casa, corri escada acima para que ele não me visse com as sacolas, escondi no banheiro e fui abrir a porta pra ele, que foi logo me perguntando como tinha sido o exame, disse que não tinha feito que ia fazer no dia seguinte porque a médica achou muito próximo do primeiro exame, ele disse que eu já tinha comentado por telefone na hora do almoço que estava só esperando resultado (eu e minha memória curta), mas pior que minha memória é a dele, que caiu na minha enrolação, dizendo que ele estava enganado.

Inventei que estava com dor de barriga e me tranquei no banheiro com notebook, caderno, caneta e duas sacolas e ele não desconfiou de NADA, kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.... sentei, comecei a chorar mais uma vez e fui fazer a cartinha que era como se fosse o baby comunicando a sua estadia em meu ventre ao papai, dentre outras cositas mais. Preparei o quarto todinho, coloquei na embalagem de presente a cartinha, o resultado do exame e os sapatinhos de lã, fechei a embalagem e coloquei em cima de nossa cama, e no pé da cama coloquei a música “de umbigo a umiguinho” de Toquinho para tocar bem baixinho.
Chamei meu amor, ele perguntou de longe o que era, disse que precisava de sua ajuda, me escondi na varanda e esperei ele vim... e tcham tcham tcham, vocês acreditam que ele não viu o presente em cima da cama nem prestou atenção no som que estava tocando? Como pedi ajuda ele ficou um pouco preocupado e ficou me procurando, eu só faltei cair na gargalhada, até que ele foi a varanda e me viu, disse que ele tinha estragado a surpresa e mandei ele olhar na cama, só então ele viu o presentinho e ainda não desconfiou de nadaaaaaaaaaaaaa... (massa que eu não sou besta deixei a câmera gravando pra ver a reação dele, kkkkkkkkkkkk), quando ele pegou a embalagem que abriu, nossa, momento único, primeira coisa que ele disse “mentira né?” “Tu não tá brincando comigo não, né?” “Não se brinca com isso”, foi quando nos abraçamos e bom, eu só fazia chorar, foi um momento único, perfeito, singelo e nosso.
Foi assim que o papai ficou sabendo que tinha um serzinho fruto de nós dois se desenvolvendo dentro de mim =)
